Quantos jovens morreram!! quanto dor!! é imensurável o sofrimento de familiares, essas imagens ficam guardadas em nossas mentes e corações, estudantes, muitos de uma mesma instituição de ensino, amigos de uma pequena cidade!! sociedade de luto, fica nossas condolência as famílias em luto!! esperamos mudanças, por que trazer as vítimas mortas não tem como, más evitar que isso ocorra é possível!!
tato!!

um cachorrinho muito maneiro e estiloso, que fez parte da minha vida por quase dois anos, mas roubaram!!
A voz do Coração
recomendo que loquem o filme, pois não foi possível coloca- lo no blog, mas assistam aí um pequeno vídeo de um pedacinho do filme!! vale a pena mesmo!!
um filme para reflexão escolar!!
‘A amizade é um…
‘A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.”
Platão
Ninguém ignora …
Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.
Paulo Freire
Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.
REVOLUÇÃO FRANCESA SEGUNDO SIMON SCHAMA
Injustiças sociais, ascensão da burguesia, crises econômicas e morais, convocação dos estados gerais e base ideológica iluminista são aspectos que desencadearam a revolução francesa. Simon Schama começa seu texto explicando essas causas a partir da figura de Malesherbes mostrando que a partir de uma “sociedade de corte” onde tudo estava em torno do rei e suas vontades, no qual o poder estava centralizado nele, alguns se destacam infligindo as regras imposta por essa sociedade. A partir de Malesherbes pode-se notar uma ruptura com a quebra de ideário, uma mudança que já começa a ocorrer na sociedade, iniciando quebra de paradigmas imposta pela autoridade absoluta, pois Malesherbes era um homem respeitado era um Honnête Homme que servia o rei, porem era ousado em suas vestimentas e escritas contradizendo o que previa de corte para os ministros do rei. Era um homem que contradizia as políticas estabelecidas pelo Ancien Régime, pois não concordava com as praticas do lugar que estava não se adequando a corte, mas fazia parte dela, por isso causava espanto na sociedade. A partir desse personagem Schama mostra um inicio de descentralização do poder absolutista.
A corte tinha o poder de registrar qualquer edito real e possuía um poder de reclamação que no século XVII se extinguiu, só que após a morte de Luiz XIV, em 1715, se restabeleceu, voltando assim à autoridade política das cortes. O parlamento ganha voz podendo protestar as coisas impostas pelo rei, mostrando assim uma separação de poderes e uma limitação do poder real. Como o povo poderia protestar as maiorias das reclamações que saia do parlamento referia-se à violação dos privilégios que o rei dava aos escolhidos, na qual havia uma mobilidade social. A única maneira do rei não ter o total poder sobre a nação o jeito era ela própria constituir uma assembléia da nação. A coroa teria que depender de uma representação nacional, e para o rei não perder o poder sobre o povo ele teria que dar demonstrações publica que mostrasse o interesse pelo bem de todos. Por isso que se estabelece uma monarquia alternativa na frança, que teria que ser local, não centralizada, eleita e não burocrática, publica e não clandestina, leal e não arbitrária.
A ascensão da classe média, a posição, quase toda riqueza estava nas mãos do rei, mas os privilégios políticos estavam negados e eram olhados como inferiores pela nobreza, o sistema de privilégios estava caindo na sociedade do Ancien Régime.surgem novos grupos que criticavam o estado absolutista: eram os filósofos iluministas e maçons. Quanto mais à coroa perdia o poder mais ela buscava remédio para seu compromisso financeiro em taxas de impostos cobrados aos seus privilegiados e não privilegiados, mas o parlamento se enfurecia e queria substituir o ilimitado absolutismo de XIV por uma monarquia constitucional. Nesse período em que o rei perdia os seus poderes absolutos a França tornava-se uma monarquia institucional, então os funcionários da coroa expressa sua lealdade a “impessoal entidade do estado” como o Rei não queria ser deposto, na medida em que as disputas com o parlamento iam aumentando, ele ficava mais opressor.
O parlamento atuava em cortes regionais e dividiam com os burocratas do rei as responsabilidades administrativas, mesmo o rei tentando impor suas vontades ele estava perdendo o seu poder dividindo suas responsabilidades com o parlamento que pode limitar o poder da coroa. A sociedade francesa exigia que o país se modernizasse, mas o rei vendo isso acontecer tentou vetar com o seu poder absolutista querendo apagar essa expectativa. O descontentamento da nação achava que esse poder absolutista que impedia a modernização não podia continuar. Por isso iniciam-se movimentos que criticara o absolutismo. Os franceses queriam estar na frente da Inglaterra nessa modernização, por isso queriam passar o poder para a nova classe que se inseria, a burguesia, para isso era necessária destituir a nobresa que representava o rei.
O governo de Luiz XV era cheios de confrontos entre interndants e governos militares de províncias, conflitos estes que se prolongaram até o governo de Luiz XVI que via a necessidade de apoiar tanto os interesses do seu reino como das elites locais, que a coroa existia para proteger composto conjunto de entidades coesas, que formaram o reino, por isso ele oferecia privilégios para garantir seu poder. Muitos possuíam privilégios e podiam se tornar nobres por conta destes, pois os privilégios não era monopólio da nobreza, havia plebeus que também poderia o possuir esses privilégios, mostrando assim uma mobilidade social, um dos casos era quando um plebeu se casava com pessoas de famílias privilegiadas. O privilegio foram se tornando cada vez mais fácil, podia ser privilegiado que exigisse ser privilegiado. O autor coloca que o caminho para nobreza nunca foram tão largos ou mais acolhedores do que no reinado de Luiz XVI. Um nobre era um burguês bem sucedido. Segundo Simon Schama a quarta parte da nobreza da França recebeu seus títulos nobiliárquico durante o século XVII e XVIII, eram uma classe social Jovem. Segundo o autor, prefeitos, conselheiros municipais, funcionários responsáveis pelo patrulhamento dos mercados e comerciantes, além de juízes e secretários de câmeras municipais, podiam receber títulos de nobreza desde que servissem durante determinado período, em geral não inferior a dois anos. Viviam em torno da decisão do rei se poderiam ou não ser nobres. Todo um exercito de figurões que organizavam alguma grande recepção para o rei ou para um membro da família real podia se recompensado com algum título cedido pela coroa. O autor vai dizer que serviço, talento e mérito em lugar de linhagem tornaram-se motivos o suficiente para conferir condição de nobre a um cidadão. A nobreza recebeu a influencia dos valores burgueses: dinheiro serviço público, talento. Então para Schama não existia uma classe antagônica, a nobreza como entende os historiadores marxistas, pois a própria nobreza incorporou os ideais burgueses que antes de ser parasitária era empreendedora, o autor constrói a sua tese desconstruindo a tese de que a revolução francesa se deu por conta do fim da monarquia absoluta na frança que foi deteriorando com o antigo regime e que finalizou com a subida da burguesia ao poder político e também a consolidação do capitalismo.
Conforme o autor no século XVIII a economia Francesa estava envolvida em finanças, negócios e indústria, a metalúrgica que era a indústria mais avançada de todas e era comandada pela elite, que nem sempre eram aqueles que possuíam grandes fortunas, muitos só tinham o título de nobreza por serem privilegiados, muitos viviam como os camponeses, eram esses que se agarravam aos seus privilégios, pois era tudo o que tinham, por isso queria continuar com o poder do rei que era absolutista. Segundo o autor na outra ponta da escala, tinha aqueles que eram nobres afortunados que até podiam dar-se ao luxo de dispensar seus privilégios, por isso não queria esse absolutismo que impedia a modernização, pois a revolução Francesa não foi uma subida da burguesia, foi uma reivindicação pelo fim do absolutismo, que seria menos deposta no qual permitiria a modernização que era impedida pelo rei.
A construção do ideário do nobre Malesherbes (honet homme) influenciado por Rosseaw no contrato social assim como as obras de Montesquieu entendia que o absolutismo representava o povo e não a representação de Deus sobre a terra. Nesse sentido Malesherbes como nobreza em geral que lutava contra medidas depostas do rei, antes de ser revolucionário ele pregava uma modernização da coroa.
Simom Schama através de uma abordagem política suscita a questão do balonismo, dos teatros, das artes, da oratória e da imprensa, questões culturais e sociais e econômicas de grande importância para entendermos o processo que desencadeou a revolução francesa. Ela é interna no sentido que foram os próprios aristocratas que construíram os antagonismos do Ancien Régime, e é externa porque essas questões expandiram para todos os cidadãos franceses.
Ao afirmar a história que ocorrera no dia 19 de setembro de 1785 quando um enorme esteróide de Tafetá subiu rumo ao céu, ao rufar de tambores, sobre o palácio de Versalhes, Simon Schama usa esse acontecimento para explicar o que estava acontecendo na sociedade francesa naquele momento. No sentido de que esse espetáculo do balão foi responsável por democratizar as multidões que se reuniam para ver tal evento, mostrando que não se tinha mais aquela hierarquia que envolvia os movimentos de multidões que era característica do Ancien Régime. O autor mostra uma quebra de protocolo de uma corte que vivia separada pelo Ancien Regime e que nesse momento estava se misturando numa nova mentalidade que se criara, ou seja através do balão se criou uma platéia que não se distinguiria pela vestimenta, pela etiqueta, pelas regras em geral da corte, e com o senso de decoro vigente no antigo regime.
Segundo Schama o palácio fora construido com base no cerimonial dos espetáculos no qual o rei que coordenava com sua autoridade, por isso o acesso a pessoa do rei era difícil e tinha todo um décor prescrito pela etiqueta da corte, só que no reinado de Luiz XVI, multidões que estavam insatisfeitas com o que o rei andava fazendo, como a questão do preço que não era fixo da farinha e do pão, então começaram a protestar invadindo os palácios e jogando toda essa etiqueta pelos ares, fazendo assim machas revolucionárias para atingir o palácio. Com isso o autor mostra que o espetáculo do balão trás a noção de que no chão a vontade soberana ainda era do rei, só que essa quebra de protocolo trás a noção de que o rei já não era mais o centro de todas as atrações, por isso que esse espetáculo no ar tornou-se democrático, pois o absolutismo do rei fora substituído por um mago mais poderoso que era o inventor mostrando assim a liberdade que estava se estabelecendo. A questão do invento significa a supressão dos inventos elaborado num lugar fechado representando uma liberdade dentro de um regime que era travado, mostrando que a partir desse momento o homem podia tudo, pois chegou aos ares.
O balão igualou as pessoas no sentido de um vislumbre sobre aquele objeto viajante que traria a liberdade mostrada por aqueles homens que eram heróis. Os únicos momentos em que toda a disposição arquitetônica do palácio de Versalhes que estabelecia as hierarquias e protocolos da corte foram quebradas foram com o espetáculo do balonismo e com o momento explosivo da revolução de 1789 que levou fome e fúria ao palácio, pois as multidões que experimentaram essas emoções limitadas pelo rei, quando os viam comportaram-se exatamente como as multidões não deviam se comportar no Ancien Régime.
O balão que transportaria pessoas poderia transportar mercadorias,levar guerras ao céus por essa e outras questões o rei achava que esse invento era prejudicial pois até poderia tornar inúteis as taxas alfandegárias. Pilâtre que foi o primeiro dos aviadores, mais jovem e mais independente fora contra a autoridade do rei falando que ele não era guardião da honra dele, por isso desafiou o absoluto e voou, pois o sentimento de voar em um balão constítia o aspecto do sublime e que voava eram semideuses, pois desafiava as regras da sociedade de corte. Pilâtre de Rozier era um cientista que sempre esteve atento ao público, e por ver que muitos eram excluídos inaugurou um Musée des Sciens destinado a acolher esse, pois o público da academia Real eram aqueles que o rei permitia e não quem quisesse. Por isso quando pilâtre caiu de um balão juntamente com um companheiro, o país o olhou como herói, pois se abre uma nova mentalidade para os contemporâneos a época, uma mentalidade que permite infringir uma regra, que permite lutar pelo que se quer que permita mudar um regime já estabelecido.
Então o balonismo não significava apenas um divertimento para aquelas pessoas. Significava uma mudança que estava ocorrendo numa sociedade que era movida por um regime que os limitavam, mudança essa que faz pessoas de todos os níveis se tornarem iguais, sem se limitar, unindo sentimentos, alegrias, se misturando. Segundo o autor os únicos eventos que as pessoas se misturavam eram procissões religiosas ou desfiles cívicos, só que essas cerimônias expressavam o mundo coeso e hierárquico que existia. Por isso os espetáculos dos balões fizeram com que as pessoas se comportassem com entusiasmo quando não deveria se comportar no Ancien Régime.
Não era apenas nos espetáculos de balões que se tem essa miscigenação de pessoas de distintas posições que se misturaram na sociedade francesa. Segundo Schama as últimas décadas do Ancien Régime destacar-se pelo número de fenômenos culturais em que convergiam gostos populares e aristocráticos, havia essa mistura de pessoas de posições diferentes nos teatros, óperas, festas religiosas e até da exposição dos salões eram de tal ordem que eliminavam as distinções tradicionais, pois “eram de tal ordem que eliminavam as tradicionais de ordem social e legal preservada nas formas oficiais de artes autorizadas pela monarquia.” (Schama).
As últimas décadas do Ancien Régime se destacam por vários fenômenos culturais em que se convergiam gostos populares e aristocráticos, que englobam fenômenos sociais e políticos de um regime que estava se extinguindo com todos esses acontecimentos internos. Através destes fenômenos culturais as distinções formais desapareciam dois mundos estavam mais se reunindo do que se separando. Segundo o autor são incontáveis os exemplos desse processo de fusão cultural, pois eram numerosos os personagens de um mundo para outro. Até mesmo a família real seja por motivos de divertimento ou por preocupação estava interessada nessa cultura teatral, a rainha Maria Antonieta freqüentava o teatro em Paris e interessava-se pelo grosseiro linguajar dos mercados.
Nesse sentido o Palais- Royal se caracterizava por ser uma propriedade privada, então a polícia não tinha acesso a esses lugares abertos, por isso ali as liberdades eram exploradas ao seu extremo máximo levando assim cultura popular para o centro da limitada e aristocrática París.
Se no primeiro momento existiam-se na França os teatros oficiais, no segundo momento ganha-se notoriedade os bulevar que se caracterizava pela indistinção de posição, pois as pessoas se misturavam indiscriminadamente, na cultura todos ali pareciam, os preços eram populares, mostrando assim que com o bulevar os preços eram acessíveis não apenas a uma classe e sim a todas. Através de Schama nota-se que nesse momento o teatro bulevar que é um lugar de difícil distinção social igualam as pessoas que ali freqüentavam, tanto nobres como plebeus participavam de eventos no Bulevar, todos se interessavam por esse tipo de teatro, por sátiras obscenas e cheias de gírias destacando na concepção de Schama que a distinção na sociedade francesa não se dava mais através do berço ou da condição de nobre, mas sim do poder aquisitivo. O autor fala que há um anacronismo no qual é difícil de indicar que essa miscelânea de pessoas era um fator determinante pra se postular sobre o colapso da hierarquia na França.
O palácio se tornou um campo de batalha dos direitos contestados e muitas comédias que eram apresentadas no bulevar atacavam as pretensões do poder do rei e da aristocracia a partir da visão dele, é o caso do Beaumarchais e o Casamento de Fígaro só que antes nenhuma fora tão ousada, através disso nota-se que a batalha entre o despotismo opressor e as liberdades dos cidadãos vai caminhando para o fim da monarquia absolutista. A pobreza urbana aliava-se a penúria rural, a prosperidade estava acima da humanidade, a defesa da inocência nupcial está contra a luxuria e a força aristocrática, um momento que mostra que o que se deve pensar e no seu eu, a sensibilidade de Rousseau liberta a sociedade de seus preceitos, mostrando que as relações de poder não pode ser maior do que a liberdade, as pessoas podem colocar os seus sentimentos acima da corte, as mães podem amamentar seus filhos sem se preocupar em dar todo tempo ao marido, nasce-se uma nova ética , com novos preceitos por parte da elite, influência dos novos valores que emergiam. “Rousseau criou uma comunidade de jovens crentes, cuja fé residia na possibilidade coletiva e de um renascimento político em que a inocência da infância pudesse preservar-se na idade adulta e através do qual a virtude e a liberdade se sustentariam mutuamente.” Rousseau queria expressar suas insatisfações fazendo com que os cidadãos pudessem pela primeira vez através de seus sentimentos governarem a si mesmo sem uma sociedade cheia de regras para limitar suas vontades.
A história dos Horácios que o autor expõe unia os temas morais das virtudes domestica exposto nas pinturas da sensibilidade e a tela anunciava espetacularmente todos os ingredientes requeridos pela retórica revolucionaria. O quadro esboça questões à republica Romana no sentido de que voltaram a essa republica romana para mostrar uma nova política que vem a construir essa republica fraterna de um imaginário patriótico. Ele representa todo um ideário revolucionário. Além do quadro o juramento dos Horácios, panfletos, pornografias instigam essa questão que estava ocorrendo de quebra de hierarquia, pois atingira a monarquia de tal forma que até muitas pornografias falavam erotizando Maria Antonieta, por isso nota-se que se estabeleceu um vinculo entre os oradores eloqüentes do período pré- revolucionário, no sentido de humilhar a monarquia e angariar apoio do parlamento usando-se oradores da antiguidade como Cícero.
Segundo o autor, o Ancien Régime acarretou sua própria queda fletando com ideais que não compreendia totalmente o significado de tais oratórias ditas contra o antigo regime, mas que achava divertido, e a partir da ligação entre o mundo da clientela endinheirada, e a partir da polemica inflamada que se danificou tanto a dignidade do Ancien Régime que em sua euforia inicial, a revolução abandonou todas as formas de censura e controle de publicações. Porém na última década da monarquia tendenciou uma proliferação de todo tipo de literatura efêmera, onde jornais não escondiam sua aversão ao absolutismo da constituição francesa onde houve uma completa transformação na imprensa e com isso até o numero de alfabetizados crescera durante o fim do antigo regime ligando as pessoas comuns das cidadezinhas com o mundo dos eventos públicos. Segundo Simom Schama o império da palavra do Ancien Régime ampliou suas fronteiras fazendo com que as pessoas assistissem a queda do absolutismo. Se os tetros Palais Royal, o balonismo o Bulevar eram característica que repercutiu o fim do Ancien Régime os escritos subversivos eram muito bem distribuído pelos vendedores.
Com isso pode-se concluir que todos esses aspectos que desencadeou a revolução francesa caracterizam o processo de formação do cidadão, tendo como relevância os comportamentos que essa liberdade trouxe as pessoas das sociedades atuais como a questão do querer estar acima das limitações impostas por um regime.
O Anciem Régime não era uma sociedade que se acabaria, mas mostra sinais de dinamismo e energia, pois os atores da época estavam mais preocupados com a novidade com a ciência, tanto é que o próprio rei no final do antigo regime se preocupou em ampliar as seções da Academia de ciências, incluindo mineralogia, historia natural e agricultura, logo pessoas que estavam fora voltaram a estudar na França. Sempre que possível a coroa e o governo se esforçaram para ampliar novos dados e objetivos práticos, e a indústria também foi crescendo no decorrer dessa modernização, porém em quase todos os aspectos a grande fase da modernização fora no final do século XVIII, pois segundo o autor no mundo dos vivos uma séria de coisas vão mostrando isso como a abolição da tortura, o projeto de emancipar os protestantes apresentado por Turgot, finalmente se caracterizou no mesmo ano e a taxa única onde substituiu toda uma questão de taxas internas. Muito do que se realizou fez uma diferença que muitos conseguiram modificar as condições de suas regiões, construindo e reconstruindo estrutura melhores. Surgiram sociedades agrícolas subsidiadas pelo corpo. O intendente tinha o sonho de transformar Roussillon no centro de uma florescente economia regional livre das fronteiras, porém suas realizações eram substâncias que falam eloqüentemente da energia e do espírito pratica que caracterizavam o governo no final do Ancien Regime, havendo pressa de que o Rei também envolvera nesse projeto modernizante.
Nessas empresas que envolvia mecanização foi surgindo na década de 1780 na qual reuniu capital e tecnologia, era a França se modernizando e expandindo-se com o florescente comércio do Atlântico e do Mediterrâneo, têxteis no nordeste, era uma França da bacia parisiense que estava se inovando com as tecnologias, investindo para o mercado, más também existiram uma França da periferia e do centro fechada para velhas tradições onde não se modernizava, apenas trabalhavam para sua própria subsistência, esse contraste segundo Schama esconde alguns preceitos importantes que tornaram muito mais hegemônio a difusão da imprensa comercial.
Com isso pode-se entender que o Ancien Régime não conseguiu entender as modernizações ocorridas naquela sociedade em contraste com parcelas que também se tornaram revolucionaria por terem perdido privilégios com a expansão do capital.
UM POUCO DE MODERNA
Podemos observar que no texto futuro e passado de koselleck, ele passa por uma corrente que pesquisa a consciência e a experiência política de uma época. O tempo de vista é pensado a partir da consciência histórica que articula uma história dos conceitos a partir de fontes da história intelectual onde alguns autores pensavam em refletir a experiência.
Para ele os acontecimentos históricos não são possíveis sem atos de linguagem, pois nem as experiências nem os acontecimentos se reduzem a articulação linguística, segundo ele as palavras são tão reais e tão factuais, quanto o vivido, pois a linguagem é que transmite o sentido temporal da experiência.
Koselleck coloca que não da para reproduzir a experiência ao que falamos dela, pois a linguagem não é só uma expressão do que vivemos, ela é um discurso que da importância diferente a realidade. Produção linguística discursiva que altera a realidade
Podemos perceber através do autor que, a noção de modernidade começa através da história das palavras, e que esse conceito de novo tempo só veio impor-se depois de decorridos cerca de quatro séculos de período que esse termo englobava. Então pode-se notar que a construção dessa época moderna vem bem depois dos acontecimentos que a caracteriza como moderna.
O autor não trata apenas do físico de uma época, ele trata também da questão cultural, assim como Todorov, só que Todorov crítica a idade moderna olhada a partir do ocidente, da Europa, e koselleck a explica a partir da perspectiva ocidental francesa, não a criticando, mas mostrando suas percepções.
Segundo o autor renascimento chega a ser um conceito e não uma volta aos clássicos da idade antiga. As coisas modernas se caracterizavam como novas, mas as coisa não mudaram o tempo todo no ocidente, o Renascimento não se impôs imediatamente como um conceito autônomo, como designação histórica do próprio tempo , ele vai dizer que isso só ocorreu nas mudanças posteriores à Idade Media.
Ele vai tratar a Reforma como o porto de passagem para o renascimento, pois ela abre para a razão tomar lugar, mesmo que por meios religiosos. Ele fala mostrando essa abertura que os primeiros reis absolutistas foram os primeiros leitores da bíblia.
Esse novo tempo indica novas experiências, que confere ao novo como um caráter de uma época, e esse significado de época se caracteriza através do iluminismo que deu abertura pára o novo
O século do iluminismo trás uma noção de diferente, o tempo passa a realisar- se não apenas no tempo, mas através do tempo, e esse tempo é caracterizado como de transição que ocasiona mudança e movimento.
Para tratar o iluminismo Sergio Paulo Rouanet está pensando do pressuposto do conhecimento de como se dá a época do iluminismo.
Ele vai dizer que existe atrás da crise da modernidade uma crise de civilização, ou seja o projeto moderno de civilização que tem como ingredientes principais a universalidade, individualidade e autonomia.
Essa universalidade se propõe em ver todos os seres humanos de todas as etnias a culturas. Ele vai dizer que se trata de uma rejeição dos próprios princípios, de uma recusa dos valores civilizatórios proposto pela modernidade que ele vai chamar de barbárie.
Dentro de um contexto ele vai colocar que o bárbaro é aquele que não vive segundo os padrões modernos do ocidente, é aquele que vive fora da civilização, podemos fazer uma analogia aos outros de nós e os ouros de Todorov.
Podemos entender que é a partir do iluminismo que é possível se ter a razão, é possível que os bárbaros deixem de fazer parte da barbárie, pois a barbárie depressa a razão. O autor chama de iluminismo esse projeto de civilização moderna que é capaz de manter o que existe de positivo na modernidade. Ele vai dizer que enquanto produção o iluminismo tem uma existência meramente conceitual.
Assim como koselleck, Rouanet afirma que a renascença as reformas, o cristianismo foram forças poderosíssimas que de certo modo confluíram para o iluminismo.
Na idade média os homens eram bárbaros, agora com o iluminismo o uso da razão os torna civilizados na modernidade, trazendo esse pensamento individual que faz o homem sair do seu estado de menoridade para o estado de maioridade onde passa a fazer críticas sobretudo a religião. O autor coloca que autonomia intelectual que nos ligou a ilustração, fez o homem capaz de ir contra as políticas que os denegriam, fez o individuo ter uma autonomia libertaria, sobretudo politíca.
Rouanet diz que a natureza humana era considerada a mesma em toda parte, com suas distinções, todos tinham capacidade para fazer a mesma coisa e com o liberalismo essas distinções poderiam ser combatidas, trazendo o universalismo, que para o autor foi problemático, pois foram distinções entre os povos. A individualidade era privilegio de classes. O autor coloca que no liberalismo o próprio iluminismo se converte em ideologia.
A partir do socialismo através do texto pode-se perceber que o iluminismo pregava a universalização de todas as sociedades, então antes dele ser um individuo ele fazia parte de uma classe. E o ideal era que todos fossem esclarecidos nessa classe, pois todos devem alcançar como individuo uma autonomia intelectual. Então o autor passa do genérico para o individuo durante todo o texto.
O uso da razão para o autor estar na crítica, crítica a todas as ideologias implantadas, a razão para ele deve ultrapassar as fronteiras nacionais, para ele a modernidade é uma atitude.
Bruno Latour trabalha na mesma perspectiva de Rouanet ele vê a modernidade como uma atitude e não uma característica de uma época, para ele a separação moderna entre o mundo natural e o mundo social tem o mesmo caráter constitucional, ele vai dizer que até o momento de sua pesquisas ninguém estudava na modernidade uma só coisa, por isso não se encontrava num lugar central. Os estudiosos queriam de todos os saber, um pouco, por isso não possuía um lugar central.
No texto pode-se perceber que a política e o cientificismo não andavam interligado, o autor até cita que os políticos surgem como autônomos ao mesmo tempo em que os cientistas surgem como autônomos.
Ele vai ver a modernidade através do hibrido, no qual, por exemplo, a política se mistura com o religioso. Para ele a modernidade é a própria manutenção desses hibrido.
Ele usar do Boyle para analisar a ciência e usa do Hobbes para analisar o político. O autor fala que Boyle possui uma ciência e uma teoria política e Hobbes possui uma teoria política é uma ciência e as suas experiências se divergem no que diz respeito a experimentação o raciocínio cientifico , das formas de argumentação política, o próprio titulo já fala que jamais fomos modernos por conta dessa ambivalência entre varias concepções que não chegam a lugar algum.
Assim como Ruanet Latour ele considera as etinias, todos são iguais por isso não se deve jugar a cultura do outro.
Para ele ninguém é realmente moderno, pois todos caracterizam a modernidade colocando Deus suprimido, e ele vê a possibilidade do homem moderno ter pensamentos racionais acompanhados de pensamentos religiosos, para ele na modernidade à junção da razão e da religião. O moderno pode fazer o uso da crítica, mas para o autor a modernidade não é mais que uma religião. Segundo o autor ele permite apenas o uso de praticas.
Michael Foucault em seu texto o que são as luzes ele passa por um percurso histórico e filosófico das relações que a crítica e o esclarecimento trás luz aos indivíduos.
O autor usa muito de Kant na questão de que a luz faz com que o individuo saia do estado de menoridade para de maioridade. Foucault coloca que Kant diz que a luz é um processo que nos liberta do estado de menoridade, ele trás até o exemplo de quando uma mulher vai fazer uma dieta quem decide a dieta por ela é sua médica.
A Aufklarung segundo o autor é uma mudança histórica que atinge a vida política e social de todos os indivíduos.
Ele também usa de Baudelaire que para ele a modernidade não é apenas forma de pensar o presente, é também forma que é preciso estabelecer consigo mesmo. Ela impõe ao homem a tarefa de elaborar a si mesmo.
Aluz para ele é um conjunto de acontecimentos que ocorreram numa determinada época, e ele fala que o humanismo e diferente de iluminismo ele é conjunto de temas que reaparecem em distintos momentos. Para o Foucault luz trás liberdade, abre horizontes, e como a modernidade para ele é uma atitude logo, essa atitude deve se traduzir em um trabalho de pesquisar diversas áreas que desejar.
Todorov no texto “nós e os outros” apresenta um processo de reflexão histórica que abrange os conceitos de cientificismo relativismo, etnocentrismo, visto por autores franceses. Ao abranger esses conceitos ele mostra como que para cada conceito existe uma ideologia. Em seu texto ele vai explicando sob o olhar francês que era mais possibilitado de ver outras nações que o nós eram os europeus ocidentais que se consideravam mais civilizados, e os outros eram o restante considerados bárbaros, ele acredita num todo onde todos podem ser iguais apesar das diferenças. Ele crítica a razão européia que é positivista universalizante. Ele postula a superioridade européia.
Em seu contexto ele entende as nações não como diferentes, mas sob estágios diferentes ele visa o global do universo, uma emancipação, todos são distintos mais todas as etnias têm que estar num todo, ele crítica a visão separatista de uma nação esta distante da outra.
Os ocidentais viam o restante do mundo como bárbaros que não sabiam fazer uso da razão. Ele vai dizer que Comte postula as exigências de três faculdades humanas, a inteligência a ação e o sentimento que se detém a cada uma das três raças humanas. Os da inteligência são os brancos, os civilizados, os ocidentais, a aço são os amarelos, os asiáticos trabalham melhor, e os negros fazem festa, então todos se complementam tem que estar sempre unidos, e essa idéia de um todo que precisa se completar que Todorov nos apresenta como modernidade.
Todorov critica a modernidade na perspectiva do universalismo do homem moderno, enquanto Rouanet defende o universalismo.
Para koselleck diferentemente da maioria dos autores a modernidade e a expressão que qualifica somente o tempo. E a formação da modernidade é caracterizada pelo distanciamento espaço de experiência e horizonte de expectativa. Para ele os conceitos se distingue da palavra. O iluminismo para ele propunha a percepção de desenvolver a ciência para tentar desenvolver o próprio estado.
Latour entra na discussão do hibrido para destacar que a modernidade pode nunca ter existido, pois nós não tivemos convicções suficientes para nos mover para alguma coisa. O autor colocou a modernidade como se fosse possível jogar com a razão e o mítico, tanto para ele como para Rouanet a modernidade foi um conjunto de atitude que esteve em uma época.
Todos os autores colocaram que alguns caracterizavam o antes do iluminismo como bárbaros não civilizados, e que aceitava qualquer ideologia que lhe fosse imposto, e o iluminismo como o estado de maioridade onde os indivíduos civilizados podiam fazer uso livre da razão.
Fazendo uma junção do que é iluminismo e modernidade para todos os autores creio que é um conjunto de problema e prática que não se traduz num determinado momento.
Fatores da Matriz Disciplinar da Ciência da História
Considerando, que as histórias estão vinculadas ao contexto de demandas por sentido que emerge da vida atual, o trabalho de orientação histórica é fator determinante no pensamento histórico. No conjunto da matriz disciplinar mostra como apresentar pesquisas e a utilidades que elas têm em relação à temporalidade, e como podem ser úteis as idéias apresentadas a comunidade.
No 1º fator do conhecimento histórico Rüsen coloca que a partir da carência humana é possível constituir a ciência da história, através de questionamentos e reflexões, a isso ele dá nome de interesses. Trata-se do interesse que os homens têm de entender o presente a partir do que ocorreu no passado, ou seja, buscar um sentimento para o presente.
Então o primeiro fator da matriz disciplinar da ciência da história é formado pelas carências humanas que se articulam na forma de interesses cognitivos pelo passado, porém, esses interesses ainda não são considerados conhecimentos históricos.
No interesse está envolvido principalmente o interesse pessoal, o qual o historiador é motivado a pesquisar algo que lhe chama à atenção, esse interesse é subjetivo, ou seja, para satisfazer as carências do historiador, ou para resolver problemas atuais, ele se volta para o passado a fim de buscar indícios que auxiliam no presente para atingir algo no futuro.
O segundo fator trata-se das idéias como perspectivas orientadoras. É no ponto em que os interesses de carências de orientação, ou seja, de orientar-se no decorrer do tempo, de tomar passe do passado que se convertem em idéias, conferindo significados à ação e a paixão, atribuindo aos interesses à direção que conforma a ação. Essas idéias têm que ser relacionadas à experiência do tempo, no passado a fim de que estas possam ser investigadas metodologicamente.
É por meio dessas idéias que os interesses individuais deixam de ser apenas interesse comum e passam a se compor como um interesse metodologicamente definido, pois como diz Rüsen: “As idéias são as perspectivas orientadoras da experiência do passado, ou seja, fazem com que os interesses se concretizem dando origem à pesquisa história. Então as idéias são fundamentais para o que se considera um agir racional segundo os fins, ou seja, as idéias permite que não haja apenas o interesse mas também haja a ação.
Do terceiro elemento que são os métodos, pouco é falado por Rüsen, sabe-se que trata do método que a história é tida como ciência. Quando as idéias se tornam pesquisas empíricas é porque a historia se torna ciência, a partir de quando ela se torna alvo de pesquisadores, é que a historia encontra nos métodos de pesquisas amparo para sustentação de contato com a realidade empírica.
As formas de apresentação compõem o quarto fator de matriz disciplinas e Rüsen coloca como um fator tão relevante como a dos métodos para a pesquisa. É nesse momento que o historiador, após saber lhe dar com o três itens citados posteriormente, apresenta aquilo que pesquisou e produziu de forma a lhe dar com o tempo em que se situa e utilizando da historiografia para a materialização do conhecimento histórico.
Então aqui é apresentada a pesquisa pronta, os resultados finais e que devem fazer parte do processo cientifico como um todo, apresentando-o a comunidade cientifica e a todos os interessados pela pesquisa feita.
Rusen, diz que os diversos fatores são, pois, etapas de um processo da orientação do homem no tempo mediante o pensamento histórico e trata-se de métodos utilizados em todo pensamento histórico, trata-se da matriz disciplinar da ciência da historia que distingui um pensamento histórico cientifico comum.
Essa concepção de uma matriz disciplinar possui também duas vantagens no que diz Rüsen: ela esclarece o contexto em que se relacionam a ciência da historia e a vida pratica dos homens no respectivo tempo e ela permite reconhecer que a historia como ciência contribui para as mudanças na vida pratica dos homens no tempo.
Com as afirmações de Rüsen, pode-se dizer que a forma como a narrativa histórica se articula, interessa a Didática da Historia não somente pelo seu papel na vida pratica nem pelo poder de convencer, mas pelo tipo de ensinamento que potencializa. Por isso essa didática possui uma função teórica que consiste em refletir sobre a prática do historiador visando compreender suas relações com a vida prática e os tipos de aprendizado histórico que ela possibilita.
Esse quinto fator da matriz circular é chamado por Rüsen de funções de orientação e é definida como circulo vicioso que usa desses cinco elementos para se constituir. O interesse que o historiador tem sobre alguns assuntos faz com que ele tenha idéias e usa seus métodos empíricos para formar esta pesquisa e apresentá-la a comunidade quando estiver pronto, ou seja, o resultado obtido da pesquisa feita pelo historiador.
Então o ultimo ponto trata-se das funções de orientações, que o historiador ao terminar pode provavelmente fazer suas carências iniciais dar origens a nova carência através da temporalidade, pois o conhecimento passado é relacionado com o momento no qual o pesquisador vive, ou seja, no tempo presente.
A historiografia do século XX
O século XX consagrou algumas abordagens historiográficas da ideia de historia, e estas abordagens procuram explicar se fundamentando em argumentos exposto pela narrativa.
A racionalidade do pensamento histórico requer em seu procedimento cientifico, um saber reflexivo, no que diz respeito a teoria da historia, enquanto teoria da natureza do conhecimento histórico em geral e de seu formato cientifico em particular, ou seja, a seria investigação dos fundamentos históricos. Então o século XX deixa de considerar a historia baseada apenas nos testemunhos das gerações anteriores, e passa a adquirir um sentido investigatório não apenas através de testemunhos e fatos, mais o cotidiano a cultura o agir das pessoas. No século XX a historia é mais fragmentada.
Algumas abordagens historiográficas do século XX abrange muito a historiografia do século XX:
O marxismo nasce entre 1848 e 1870 e se define, como disse certa feita importante marxista Francês da época do auge do estruturalismo, como o momento do nascimento do continente “histórico” dentro do espectro das ciências humanas , o marxismo era considerado uma abertura de uma verdadeira ciência da historia, por isso em todas as correntes historiográficas declaradamente marxista, são hoje fundamentais nos estudos históricos. Então o marxismo é o conjunto das idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais baseada na concepção materialista e dialética da historia e interpreta a vida social conforme a dinâmica da base produtiva das sociedades e das lutas de classes daí conseqüentes.
O positivismo engloba tanto perspectivas filosóficas tanto cientifica do século XIX quanto outras do século XX. Com a derrota da comuna de Paris, inicia-se na historia européia uma nova etapa que ficara marcada pela axacerbação dos nacionalismo e pela emergência de uma certa contra ofensiva intelectual contra os movimentos críticos, e as posturas intelectuais de impregnação. É nessa historiografia positivista que vai encenar igualmente toda discução a cerca das diferenças entre as ciências naturais e as ciências do espírito.
Annales foi primeiro movimento historiográfico do século XX que se origina no próprio campo da investigação histórica. Costuma-se indicar o ano de 1929 como data de nascimento da corrente de trabalho historiográfico que acabou por ser conhecida como a Escola dos Annales. Ela se destacou por incorporar métodos das ciências Sociais à historia. Fundada por Lucien febvre e Marc Bloch em 1929, propunha-se a ir além da visão positivista da historia como crônica de acontecimentos, substituindo o tempo breve da historia dos acontecimentos pelo processos delonga duração, com o objetivo de tornar inteligíveis a civilização e as “mentalidades”.
A historia polissêmica veio da terceira geração dos Annales e revela características da contemporaneidade. É polissêmica pois ao mesmo tempo que é diversificada ela é unificadora e busca novas abordagens como: o retorno da historia das mentalidades individual e coletiva abordadas por alguns autores como: Peter Gay e Robert Mandrou que estudou as mentalidades da frança moderna (século XVII).
Algumas outras abordagens foram importantíssimas como a historia cultural, historia da vida privada, historia das mulheres, micro historia, historia serial, historia antropológica, historia do imaginário, historia quantitativa, historia das idéias, historia das representações, etno-historiaa, psico-historia, historia política, historia nova, história das representações e outras mais.
A história das mulheres apareceu como um campo definível principalmente nas duas ultima décadas. Apesar das enormes diferenças nos recursos para ela colocadas, em sua representação, e em seu lugar no currículo, na posição a ela cedida pelas universidades e pelas associações disciplinares, parece na haver mais duvida de que a historia das mulheres é uma pratica estabelecida em muitas partes do mundo. Essa história conta sobre os cotidianos, os movimentos feministas e ressalta suas lutas também nos campos acadêmicos, nos campo de trabalho, e outros.
Referencias bibliográfica
Vainfas, R. e Cardoso, C. F. (orgs.). 1997. Os Domínios da História. Rio de Janeiro: Campus.
BARROS, José D’Assunção. O campo da História. 5ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2008
GIDDENS, Anthony. Capitalismo e moderna teoria social. Lisboa: Editora Presença, 1994
BURKE, Peter (org.) A escrita da história. Novas perspectivas. São Paulo: Unesp,1978
MALERBA, Jurandir e ROJAS, Carlos Aguirre. Historiografia contemporânea em perspectiva critica, Bauru, SP: EDUSC, 2007