UM POUCO DE MODERNA

Podemos observar que no texto futuro e passado de koselleck, ele passa por uma corrente que pesquisa a consciência e a experiência política de uma época. O tempo de vista é pensado a partir da consciência histórica que articula uma história dos conceitos a partir de fontes da história intelectual onde alguns autores pensavam em refletir a experiência.

Para ele os acontecimentos históricos não são possíveis sem atos de linguagem, pois nem as experiências nem os acontecimentos se reduzem a articulação linguística, segundo ele as palavras são tão reais e tão factuais, quanto o vivido, pois a linguagem é que transmite o sentido temporal da experiência.

Koselleck coloca que não da para reproduzir a experiência ao que falamos dela, pois a linguagem não é só uma expressão do que vivemos, ela é um discurso que da importância diferente a realidade. Produção linguística discursiva que altera a realidade

Podemos perceber através do autor que, a noção de modernidade começa através da história das palavras, e que esse conceito de novo tempo só veio impor-se depois de decorridos cerca de quatro séculos de período que esse termo englobava. Então pode-se notar que a construção dessa época moderna vem bem depois dos acontecimentos que a caracteriza como moderna.

O autor não trata apenas do físico de uma época, ele trata também da questão cultural, assim como Todorov, só que Todorov crítica a idade moderna olhada a partir do ocidente, da Europa, e koselleck a explica a partir da perspectiva ocidental francesa, não a criticando, mas mostrando suas percepções.

Segundo o autor renascimento chega a ser um conceito e não uma volta aos clássicos da idade antiga. As coisas modernas se caracterizavam como novas, mas as coisa não mudaram o tempo todo no ocidente, o Renascimento não se impôs imediatamente como um conceito autônomo, como designação histórica do próprio tempo , ele vai dizer que isso só ocorreu nas mudanças posteriores à Idade Media.

Ele vai tratar a Reforma como o porto de passagem para o renascimento, pois ela abre para a razão tomar lugar, mesmo que por meios religiosos. Ele fala mostrando essa abertura que os primeiros reis absolutistas foram os primeiros leitores da bíblia.

Esse novo tempo indica novas experiências, que confere ao novo como um caráter de uma época, e esse significado de época se caracteriza através do iluminismo que deu abertura pára o novo

O século do iluminismo trás uma noção de diferente, o tempo passa a realisar- se não apenas no tempo, mas através do tempo, e esse tempo é caracterizado como de transição que ocasiona mudança e movimento.

Para tratar o iluminismo Sergio Paulo Rouanet está pensando do pressuposto do conhecimento de como se dá a época do iluminismo.

Ele vai dizer que existe atrás da crise da modernidade uma crise de civilização, ou seja o projeto moderno de civilização que tem como ingredientes principais a universalidade, individualidade e autonomia.

Essa universalidade se propõe em ver todos os seres humanos de todas as etnias a culturas. Ele vai dizer que se trata de uma rejeição dos próprios princípios, de uma recusa dos valores civilizatórios proposto pela modernidade que ele vai chamar de barbárie.

Dentro de um contexto ele vai colocar que o bárbaro é aquele que não vive segundo os padrões modernos do ocidente, é aquele que vive fora da civilização, podemos fazer uma analogia aos outros de nós e os ouros de Todorov.

Podemos entender que é a partir do iluminismo que é possível se ter a razão, é possível que os bárbaros deixem de fazer parte da barbárie, pois a barbárie depressa a razão. O autor chama de iluminismo esse projeto de civilização moderna que é capaz de manter o que existe de positivo na modernidade. Ele vai dizer que enquanto produção o iluminismo tem uma existência meramente conceitual.

Assim como koselleck, Rouanet afirma que a renascença as reformas, o cristianismo foram forças poderosíssimas que de certo modo confluíram para o iluminismo.

Na idade média os homens eram bárbaros, agora com o iluminismo o uso da razão os torna civilizados na modernidade, trazendo esse pensamento individual que faz o homem sair do seu estado de menoridade para o estado de maioridade onde passa a fazer críticas sobretudo a religião. O autor coloca que autonomia intelectual que nos ligou a ilustração, fez o homem capaz de ir contra as políticas que os denegriam, fez o individuo ter uma autonomia libertaria, sobretudo politíca.

Rouanet diz que a natureza humana era considerada a mesma em toda parte, com suas distinções, todos tinham capacidade para fazer a mesma coisa e com o liberalismo essas distinções poderiam ser combatidas, trazendo o universalismo, que para o autor foi problemático, pois foram distinções entre os povos. A individualidade era privilegio de classes. O autor coloca que no liberalismo o próprio iluminismo se converte em ideologia.

A partir do socialismo através do texto pode-se perceber que o iluminismo pregava a universalização de todas as sociedades, então antes dele ser um individuo ele fazia parte de uma classe. E o ideal era que todos fossem esclarecidos nessa classe, pois todos devem alcançar como individuo uma autonomia intelectual. Então o autor passa do genérico para o individuo durante todo o texto.

O uso da razão para o autor estar na crítica, crítica a todas as ideologias implantadas, a razão para ele deve ultrapassar as fronteiras nacionais, para ele a modernidade é uma atitude.

Bruno Latour trabalha na mesma perspectiva de Rouanet ele vê a modernidade como uma atitude e não uma característica de uma época, para ele a separação moderna entre o mundo natural e o mundo social tem o mesmo caráter constitucional, ele vai dizer que até o momento de sua pesquisas ninguém estudava na modernidade uma só coisa, por isso não se encontrava num lugar central. Os estudiosos queriam de todos os saber, um pouco, por isso não possuía um lugar central.

No texto pode-se perceber que a política e o cientificismo não andavam interligado, o autor até cita que os políticos surgem como autônomos ao mesmo tempo em que os cientistas surgem como autônomos.

Ele vai ver a modernidade através do hibrido, no qual, por exemplo, a política se mistura com o religioso. Para ele a modernidade é a própria manutenção desses hibrido.

Ele usar do Boyle para analisar a ciência e usa do Hobbes para analisar o político. O autor fala que Boyle possui uma ciência e uma teoria política e Hobbes possui uma teoria política é uma ciência e as suas experiências se divergem no que diz respeito a experimentação o raciocínio cientifico , das formas de argumentação política, o próprio titulo já fala que jamais fomos modernos por conta dessa ambivalência entre varias concepções que não chegam a lugar algum.

Assim como Ruanet Latour ele considera as etinias, todos são iguais por isso não se deve jugar a cultura do outro.

Para ele ninguém é realmente moderno, pois todos caracterizam a modernidade colocando Deus suprimido, e ele vê a possibilidade do homem moderno ter pensamentos racionais acompanhados de pensamentos religiosos, para ele na modernidade à junção da razão e da religião. O moderno pode fazer o uso da crítica, mas para o autor a modernidade não é mais que uma religião. Segundo o autor ele permite apenas o uso de praticas.

Michael Foucault em seu texto o que são as luzes ele passa por um percurso histórico e filosófico  das relações que a crítica e o esclarecimento trás luz aos indivíduos.

O autor usa muito de Kant na questão de que a luz faz com que o individuo saia do estado de menoridade para de maioridade. Foucault coloca que Kant diz que a luz é um processo que nos liberta do estado de menoridade, ele trás até o exemplo de quando uma mulher vai fazer uma dieta quem decide a dieta por ela é sua médica.

A Aufklarung  segundo o autor é uma mudança histórica que atinge a vida política e social de todos os indivíduos.

Ele também usa de Baudelaire que para ele a modernidade não é apenas forma de pensar o presente, é também forma que é preciso estabelecer consigo mesmo. Ela impõe ao homem a tarefa de elaborar a si mesmo.

 Aluz para ele é um conjunto de acontecimentos que ocorreram numa determinada época, e ele fala que o humanismo e diferente de iluminismo ele é conjunto de temas que reaparecem em distintos momentos. Para o Foucault luz trás liberdade, abre horizontes, e como a modernidade para ele é uma atitude logo, essa atitude deve se traduzir em um trabalho de pesquisar diversas áreas que desejar.

Todorov no texto “nós e os outros” apresenta um processo de reflexão histórica que abrange os conceitos de cientificismo relativismo, etnocentrismo, visto por autores franceses. Ao abranger esses conceitos ele mostra como que para cada conceito existe uma ideologia. Em seu texto ele vai explicando sob o olhar francês que era mais possibilitado de ver outras nações que o nós eram os europeus ocidentais que se consideravam mais civilizados, e os outros eram o restante considerados bárbaros, ele acredita num todo onde todos podem ser iguais apesar das diferenças. Ele crítica a razão européia que é positivista universalizante. Ele postula a superioridade européia.

Em seu contexto ele entende as nações não como diferentes, mas sob estágios diferentes ele visa o global do universo, uma emancipação, todos são distintos mais todas as etnias têm que estar num todo, ele crítica a visão separatista de uma nação esta distante da outra.

Os ocidentais viam o restante do mundo como bárbaros que não sabiam fazer uso da razão. Ele vai dizer que Comte postula as exigências de três faculdades humanas, a inteligência a ação e o sentimento que se detém a cada uma das três raças humanas. Os da inteligência são os brancos, os civilizados, os ocidentais, a aço são os amarelos, os asiáticos trabalham melhor, e os negros fazem festa, então todos se complementam tem que estar sempre unidos, e essa idéia de um todo que precisa se completar que Todorov nos apresenta como modernidade.

Todorov critica a modernidade na perspectiva do universalismo do homem moderno, enquanto Rouanet defende o universalismo.

Para koselleck diferentemente da maioria dos autores a modernidade e a expressão que qualifica somente o tempo. E a formação da modernidade é caracterizada pelo distanciamento espaço de experiência e horizonte de expectativa. Para ele os conceitos se distingue da palavra. O iluminismo para ele propunha a percepção de desenvolver a ciência para tentar desenvolver o próprio estado.

Latour entra na discussão do hibrido para destacar que a modernidade pode nunca ter existido, pois nós não tivemos convicções suficientes para nos mover para alguma coisa. O autor colocou a modernidade como se fosse possível jogar com a razão e o mítico, tanto para ele como para Rouanet a modernidade foi um conjunto de atitude que esteve em uma época.

Todos os autores colocaram que alguns caracterizavam o  antes do iluminismo como bárbaros não civilizados, e que aceitava qualquer ideologia que lhe fosse imposto, e o iluminismo como o estado de maioridade onde os indivíduos civilizados podiam fazer uso livre da razão.

Fazendo uma junção do que é iluminismo e modernidade para todos os autores creio que é um conjunto de problema e prática que não se traduz num determinado momento.

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