Fatores da Matriz Disciplinar da Ciência da História

 

Considerando, que as histórias estão vinculadas ao contexto de demandas por sentido que emerge da vida atual, o trabalho de orientação histórica é fator determinante no pensamento histórico. No conjunto da matriz disciplinar mostra como apresentar pesquisas e a utilidades que elas têm em relação à temporalidade, e como podem ser úteis as idéias apresentadas a comunidade.

No 1º fator do conhecimento histórico Rüsen coloca que a partir da carência humana é possível constituir a ciência da história, através de questionamentos e reflexões, a isso ele dá nome de interesses. Trata-se do interesse que os homens têm de entender o presente a partir do que ocorreu no passado, ou seja, buscar um sentimento para o presente.

Então o primeiro fator da matriz disciplinar da ciência da história é formado pelas carências humanas que se articulam na forma de interesses cognitivos pelo passado, porém, esses interesses ainda não são considerados conhecimentos históricos.

No interesse está envolvido principalmente o interesse pessoal, o qual o historiador é motivado a pesquisar algo que lhe chama à atenção, esse interesse é subjetivo, ou seja, para satisfazer as carências do historiador, ou para resolver problemas atuais, ele se volta para o passado a fim de buscar indícios que auxiliam no presente para atingir algo no futuro.

O segundo fator trata-se das idéias como perspectivas orientadoras. É no ponto em que os interesses de carências de orientação, ou seja, de orientar-se no decorrer do tempo, de tomar passe do passado que se convertem em idéias, conferindo significados à ação e a paixão, atribuindo aos interesses à direção que conforma a ação. Essas idéias têm que ser relacionadas à experiência do tempo, no passado a fim de que estas possam ser investigadas metodologicamente.

É por meio dessas idéias que os interesses individuais deixam de ser apenas interesse comum e passam a se compor como um interesse metodologicamente definido, pois como diz Rüsen: “As idéias são as perspectivas orientadoras da experiência do passado, ou seja, fazem com que os interesses se concretizem dando origem à pesquisa história. Então as idéias são fundamentais para o que se considera um agir racional segundo os fins, ou seja, as idéias permite que não haja apenas o interesse mas também haja a ação.

Do terceiro elemento que são os métodos, pouco é falado por Rüsen, sabe-se que trata do método que a história é tida como ciência. Quando as idéias se tornam pesquisas empíricas é porque a historia se torna ciência, a partir de quando ela se torna alvo de pesquisadores, é que a historia encontra nos métodos de pesquisas amparo para sustentação de contato com a realidade empírica.

As formas de apresentação compõem o quarto fator de matriz disciplinas e Rüsen coloca como um fator tão relevante como a dos métodos para a pesquisa. É nesse momento que o historiador, após saber lhe dar com o três itens citados posteriormente, apresenta aquilo que pesquisou e produziu de forma a lhe dar com o tempo em que se situa e utilizando da historiografia para a materialização do conhecimento histórico.

Então aqui é apresentada a pesquisa pronta, os resultados finais e que devem fazer parte do processo cientifico como um todo, apresentando-o a comunidade cientifica e a todos os interessados pela pesquisa feita.

Rusen, diz que os diversos fatores são, pois, etapas de um processo da orientação do homem no tempo mediante o pensamento histórico e trata-se de métodos utilizados em todo pensamento histórico, trata-se da matriz disciplinar da ciência da historia que distingui um pensamento histórico cientifico comum.

Essa concepção de uma matriz disciplinar possui também duas vantagens no que diz Rüsen: ela esclarece o contexto em que se relacionam a ciência da historia e a vida pratica dos homens no respectivo tempo e ela permite reconhecer que a historia como ciência contribui para as mudanças na vida pratica dos homens no tempo.

Com as afirmações de Rüsen, pode-se dizer que a forma como a narrativa histórica se articula, interessa a Didática da Historia não somente pelo seu papel na vida pratica nem pelo poder de convencer, mas pelo tipo de ensinamento que potencializa. Por isso essa didática possui uma função teórica que consiste em refletir sobre a prática do historiador visando compreender suas relações com a vida prática e os tipos de aprendizado histórico que ela possibilita.

Esse quinto fator da matriz circular é chamado por Rüsen de funções de orientação e é definida como circulo vicioso que usa desses cinco elementos para se constituir. O interesse que o historiador tem sobre alguns assuntos faz com que ele tenha idéias e usa seus métodos empíricos para formar esta pesquisa e apresentá-la a comunidade quando estiver pronto, ou seja, o resultado obtido da pesquisa feita pelo historiador.

Então o ultimo ponto trata-se das funções de orientações, que o historiador ao terminar pode provavelmente fazer suas carências iniciais dar origens a nova carência através da temporalidade, pois o conhecimento passado é relacionado com o momento no qual o pesquisador vive, ou seja, no tempo presente.

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